amanda*

Inteligência artificial · automação · experiência conversacional

Leo no WhatsApp

Arquitetura de um agente pessoal de IA operando no WhatsApp, pensada para reduzir a fricção entre pensamento, contexto e ação, e desenhada para ser replicável em contexto de negócio.

Projeto pessoal n8n + Evolution API + OpenAI Estrutura principal funcional

Contexto

Uma inquietação pessoal, não um briefing de cliente.

O Leo nasceu do limite de interações com IA que funcionavam como sessões isoladas: eu precisava repetir contexto, reconstruir decisões e adaptar o tom toda vez. A pergunta deixou de ser "como ter um chatbot no WhatsApp?" e passou a ser "como construir uma presença conversacional que entenda contexto, acompanhe continuidade e ajude de forma coerente ao longo do tempo?".

O agente foi pensado para circular entre tarefas diferentes sem perder o vínculo de contexto: organizar pensamentos, acompanhar projetos, apoiar rotinas, testar automações, servindo como interface natural para fluxos que, por trás da conversa, passam por automação, banco de dados e serviços externos.

Captura real do post de lançamento do Leo no LinkedIn, mostrando a conversa de apresentação do agente no WhatsApp
Captura real · post de lançamento no LinkedIn

Percepção

UX conversacional é continuidade, não resposta isolada.

Depois de cerca de um ano de prática com UX conversacional, ficou claro que uma boa experiência não depende só da qualidade de uma resposta isolada: depende de continuidade, coerência e capacidade de interpretar o que a pessoa está realmente fazendo naquela conversa. Um chatbot tradicional trata cada mensagem como uma solicitação; um agente pessoal precisa perceber quando a pessoa está pedindo solução, quando está só compartilhando algo e quando precisa de continuidade.

Princípio

Personalidade não é enfeite

Funciona como camada de previsibilidade: tom, tamanho de resposta e limites reconhecíveis.

Princípio

Memória útil é seletiva

Recuperar só o que muda a resposta atual, sem deixar histórico irrelevante contaminar a interação.

Meu papel e processo

Arquitetura modular de contexto, com debugging orientado a evidência.

A arquitetura evoluiu de um prompt único para uma proposta modular: pessoa + relação + estado atual + módulo de conhecimento necessário + memória curta + exemplos = prompt final.

Arquitetura em operação: WhatsApp (número próprio) → Evolution API → automação (n8n) → banco de dados (PostgreSQL) → modelo de linguagem (OpenAI) → resposta persistida e devolvida ao WhatsApp. A infraestrutura é self-hosted, com controle próprio sobre integrações, banco e logs.

Fluxograma do fluxo de uma mensagem do Leo: WhatsApp, Evolution API, n8n, PostgreSQL, OpenAI e camadas de sustentação (Postgres, Redis, Oracle Cloud)
Por trás de uma resposta do Leo
Debugging orientado a evidência

Webhook sem execução

Um fluxo estava publicado, mas a integração ainda apontava para a URL antiga. O diagnóstico veio da ausência total de execuções registradas; a correção foi atualizar a URL de produção.

Debugging orientado a evidência

Imagem quebrando o fluxo

Ao enviar uma imagem, o registro da mensagem falhava por uma restrição de conteúdo no banco. O registro de falha mostrou o campo vazio; a regra foi ampliada para aceitar outros formatos de conteúdo. Ficou exposto um limite: o fluxo passou a aceitar a mensagem sem falhar, mas o modelo ainda não lê o conteúdo visual.

Entrega

O que está em operação hoje.

CamadaSituação
WhatsApp com número próprioAtivo
Orquestração ponta a pontaAtivo
Memória de conversa (histórico curto)Ativo
Geração de resposta (LLM)Ativo
Personalidade baseAtiva, em refinamento
Módulos de conhecimento por contextoEm validação
Estado persistente entre conversasPlanejado
Leitura real de imagensAinda não implementada

Replicabilidade em contexto de negócio

O valor está na arquitetura, não na personalidade do Leo.

O mesmo desenho pode ser adaptado para atendimento, qualificação de leads, suporte interno, Customer Success ou assistentes especializados por área: contexto modular, memória controlada, estado persistente e orquestração integrada aos sistemas de negócio.

O que muda em um agente corporativo: contexto distribuído entre clientes e contas (não concentrado em uma pessoa), necessidade de governança e versionamento, tratamento de dados pessoais e LGPD, escala e observabilidade, e tom de marca com limites claros de representação.

Status e replicabilidade

Estrutura pronta, pensada para ser replicada.

A arquitetura principal está funcional e em operação: canal, orquestração, memória de conversa, geração de resposta e debugging orientado a evidência já validados em uso real.

O mesmo desenho é replicável para outros agentes conversacionais de negócio, com as adaptações de governança, dados e escala descritas acima.